domingo, 27 de outubro de 2013

Em sínteses: EU.

Sem procurar imediatismos, eu fui. Deixei a onda me derrubar, a condução passar, e não me importei. Lembro que uma vez me aconselharam a ser eu ao menos um dia. Fugi das regras, pulei da cama. Fiz omelete pro café da manhã com The Smiths de trilha sonora ao fundo e saí de casa sem saber onde ir, sem saber o que procurar. Sim, naquele momento eu realmente era eu. Confusa, perdida e espontânea. É detestável ter que dá satisfações, e explicações. Eu saí pra caminhar e encontrei a essência da vida. O que me fazia bem era tão mínimo, tão fugaz, tão imperceptível para outras pessoas.Gostava de captar sorrisos em meio ao caos. Ouvir atenciosamente a versão da moça sobre o que tinha acontecido no seu dia. Eu era terapeuta, amiga ou simplesmente uma boa ouvinte. Eu gostava de imitar as pessoas e fazê-las verem que era proposital e elas riam comigo, ou não. Eu gostava de ouvir as teorias da conspiração, de um possível explosão solar e que meu pai um dia me daria um telescópio(até hoje eu aguardo). Eu gostava de ver o movimento dos cabelos em meio ao vento, de vê a previsão do tempo e mesmo assim tomar banho de chuva e ganhar um resfriado porque sabia que minha mãe iria cuidar de mim. Ah, e nos finais de tarde correr e tomar aquele sorvete de limão com sorvete de uva: a combinação perfeita, eu estava bem, estava feliz. Eu me senti uma Amèlie Poulain, e quem viu ao filme saberá o porquê. As pessoas se enchem de vontades e abandonam o prazer das pequenas coisas. Eu escolhi sonhar, imaginar, alimentar minha loucura interminável. Que me julguem, me questionem, ou se cansem de mim. A partir de agora serei mais eu.

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